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O que significam os meus rabiscos no caderno?

O que significam os meus rabiscos no caderno?

02/agosto/2021

Adoro ficar presa na minha cabeça com suposições que não interessam à maioria das pessoas: penso muito sobre a ciência do trânsito, sobre se consigo ou não justificar coisas injustificáveis e depois penso também porque é que faço tantos rabiscos no meu caderno enquanto penso nestas coisas todas. Olho à minha volta e percebo que não sou a única.

Num escritório onde existem Infinitebooks a pairar em todas as direções, temos uma panóplia de rabiscos inimaginável! Por isso decidi perguntar ao meu amigo, Google, se éramos só nós ou se o mundo tinha também a mesma questão!
Fico sempre contente em descobrir que existem estudos na área, que aqueles rabiscos são mais que imagino e que não sou a única, nem a primeira!

Na minha primeira pesquisa - Harvard (fico logo a pensar que se calhar sou sobredotada, só que não 😂). Num pequeno artigo que podes ler aqui, descobri que 1) vários presidentes dos States (U.S.A) faziam rabiscos; 2) há um pequeno estudo a ligar os doodles à possibilidade de aumento de retenção de memória e 3) os doodles podem ser uma maneira do nosso cérebro se concentrar - quando nos queremos manter focados, mas o nosso subconsciente está ocupado com outros bichinhos, tendemos inconscientemente a fazer desenhos e rabiscos e isso é o nosso subconsciente a responder aos bichinhos dele, mesmo sem darmos conta (foi isso que o meu cérebro conseguiu reter do artigo, mas se tens mais info, deixa nos comentários porque estou a achar isto muito interessante!). Ou seja, pode desencadear soluções a enigmas mentais do passado que potenciam o nosso foco porque resolvemos algo em que nem sabíamos estarmos a pensar.

Tudo isto parece-me incrível e, em simultâneo, muito sketchy (só acredito no São Tomé - só visto mesmo). Mas a verdade é uma: eu faço imensos rabiscos e isso nunca foi uma distração, mas mais uma tentativa de me manter em foco. Fui várias vezes advertida na escola por causa desta panca de estar “a olhar para o caderno enquanto o professor está a falar” (não sou menina de tirar apontamentos, e era conhecida a minha mania de desenhar quadrados, flores, jardins e corações nos cantos dos cadernos). Às vezes por tirania obrigavam-me a debitar para eles o que tinham acabado de dizer, e eu por rebeldia repetia até os sons e questões dos meus colegas que tinham sido feitas no entretanto!

A partir daí fui dar por mim num estudo sobre “fidgeting”, a única coisa que me conseguia lembrar eram aqueles brinquedos irritantes que o meu irmão adorava e que rodavam na mão, já na altura a minha mãe informava-me que o esses “brinquedos” serviam um propósito maior - ajudavam vários pacientes com autismo ou défice de atenção, ansiedade e muito mais.


É exatamente isso que eu sinto quando estou nos meus doodles (neste momento apoderou-se de mim uma vasta pesquisa sobre o autismo que não tem relevância para este blog, o típico). Mas este estudo provava que o fidgeting era capaz de aumentar a atenção, focus e retenção de memória.

Agora, não te enganes, como é óbvio que também caí no rabbit hole de “o que é que os meus rabiscos significam” e “será que o meu subconsciente está a tentar falar comigo” (não encontrei nenhum a ligar os rabiscos com o meu signo, mas prometo que procurei 😂).

Foi uma pesquisa curta, mas tranquilizante. Para isso os Infinitebook são incríveis, posso escrever e rescrever e sentir que não estou a gastar amigas árvores. Assim, neste mundo do estacionário, onde “moro” numa central de material escolar e de escritório vou começar a olhar para os meus desenhos com outra cara - não são tempo perdido, são só o meu cérebro a trabalhar!

Agora é altura de limpar o Infinitebook com os doodles que me trouxeram até aqui!



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